Portas trancadas e pedagiadas.

Antes de mais nada, gostaria de falar que acrescentei o blog da minha veterana favorita em meu blogroll. Recomendo a todos que dêem uma passada lá e vejam o blog de minha amiga Liene. Muito bacana mesmo, beijão Li.

Bom, sobre o post anterior, esqueci de completar que ARG é como se fosse um “mundo” alternativo criado para formentar e envolver o público-alvo de uma marca e produto. Tem dado muito certo com produções midiáticas, como filmes, games e seriados.

Mas enfim, o post de hoje é mais para expressar uma opinião. Andei lendo pelos meus feeds e um papo muito recorrente atualmente é a questão dos serviços pagos na internet. Começou com umas suspeitas no Twitter (parece que se confirmou mesmo) e agora apareceu o tradicional Last.fm que começaria a cobrar pelos seus serviços. Não condeno a cobrança, mas sim o que acarreta para a Web. Explico.

Imagine o Last.fm com serviço pago. O usuário só pode escutar 30 músicas gratuitamente. Para escutar mais, tem que pagar. Agora o Flickr: você pode postar 100 mbs por mês e um número limitado de álbuns. O serviço pago permite que seja capacidade ilimitada, livre de propagandas e reprodução em HD para os vídeos. Isso tudo por 4 reais ao mês. Agora o Rapidshare: espera por slot de no máximo um minuto e meio, velocidade limitada e tamanho limitado para upload. Conta paga tira tudo isso.

Agora, qual a diferença entre o Last.fm e os dois? Para mim, tem tudo! Last.fm limita a coisa mais essencial da Web: o acesso. A Web vive do acesso. Acaba com isso, acaba-se tudo. É muito melhor que o acesso esteja limitado (= Flickr, Rapidshare e tantos outros) do que não tenha acesso. Lógico que a Last.fm envolve direitos autorais (que anda pegando muito pela web e eu fui vítima disso – clique aqui e veja meu post) e isso deve refletir no contrato de uso das músicas pelo site. Se é isso que está limitando as coisas, o mercado de músicas deveria olhar para seu próprio tempo.

Mas nada muda o fato desse site preferir negar o acesso ao invés de encontrar uma saída para apenas limitá-lo. Como eu li em algum lugar na Web: o futuro está no acesso, não na propriedade. Ir contra isso é ir contra o futuro.

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