Meus highlights do Social Media Brasil 2010 #smbr

Compareci ao Social Media Brasil 2010 e, de todas as palestras que fui, destaco algumas.

Augusto de Franco, da Escola de Redes, falou sobre algumas idéias muito interessantes sobre redes sociais. As mais interessantes são as referentes a própria terminologia e as características. Para ele, rede é uma forma de organização/estrutura, marcada pelas muitas conexões entre os elementos. Redes sociais nada mais é do que pessoas se ligando e se relacionando, que é o que já fazemos socialmente. Assim, o termo rede social é uma redundância. A tecnologia pode ter potencializado e eliminado fronteiras para as conexões sociais, mas a nossa organização social já era uma rede social há tempos.
Outro ponto destacado por ele foi a explicação de que as redes sociais não são descentralizadas. Descentralizado significa ausente de um único centro, mas não descarta múltiplos centros. Sendo assim, ele compara com as hierarquias das empresas, em que empregados de baixo escalão se comunicam com seu gestor, que se comunica com o CEO. Para ele, a concepção de rede social deve ser associada a distribuição. Não dependemos de qualquer centralização para nos relacionarmos. Temos conexões diretas com qualquer integrante de nossas redes.
Jessica Carter foi outra palestrante que me despertou interesse. Sua principal idéia foi atribuir a personalização cultural presente na Web (=sites segmentados por raça, religião ou qualquer atributo cultural) como algo que reúne idéias adquiridas intelectual-socialmente e características culturais inerentes e de nascença. Por exemplo, ser negro, mas ter convivido com os costumes na África, possui diferenças significativas em relação à outro negro que conviveu no Oriente. Portanto, existe uma segmentação significativa não só em raça, mas também em contexto social. Sendo assim, a Web possui potencial para atender todas essas complexidades culturais no mundo e, pouco a pouco, anda abrangendo cada vez mais.
Dentro da área social, outra palestra foi a de Mário Brandão, sobre inclusão digital. Muitos dados que ele passou eu creio que sejam relativizados, como a questão de que “alunos de Ensino à Distância possuem maiores notas no Enade do que alunos presenciais”. Sabemos bem como funciona o Enade, certo? Mas o grande cerne da palestra foi a importância das LAN Houses para a inclusão digital e isso realmente foi interessante como aquela casa com alguns computadores em rede pode ter potencial para mudar uma sociedade.
Mariano Suarez, do Three Melons, contou algumas curiosidades sobre o mercado de social games, mas não encontrei grandes idéias, apenas esclarecimentos sobre algumas coisas que já lia sobre o assunto (que, aliás, é uma das coisas que andam mais me interessando). Porém, valeu muito a pena, pois percebi que o mercado de social games ganhou definitivamente novas estratégias e novos recursos tecnológicos, passando a impressão que ainda tem muito a crescer e inovar.
A palestra de Ellie Rountree foi bem divertida, mostrando o “conceito” (coloco entre parênteses que acho difícil ser considerado um conceito, mas é algo já entendido e absorvido pelos internautas) das Memes, ou as famosas tags que utilizamos para expressar alguma observação em um fato (por exemplo, o #FAIL). Ah, ela disse que precisa de ajuda para catalogar e manter atualizada a lista de Memes do Brasil no site KnowYourMeme.
As palestras de Erica Swallow e Toby Daniels, da Mashable e Think Social, respectivamente, não achei nada demais, mas foram interessantes por mostrar cases de usos diversificados da Web e do Mobile. Eu esperava muito mais da palestra de Julio Vasconcelos, do Facebook, porque pensei que iria ser mostrado modelos de negócios aplicados no Facebook, recursos tecnológicos, questões de privacidade, etc, mas a palestra foi uma apresentação básica do Facebook, na minha opinião. Foi bem frustrante.
Mas valeu a pena tudo e pretendo voltar ano que vem. Ah, um #EpicFail foi não ter uma internet wi-fi funcionando legal no evento. Tanto é que a tag #smbr não foi nem para o Trending Topics Brasil e acredito que tinha potencial para isso.
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