Comentários sobre meu primeiro post no blog da Direct Performance

É com muita satisfação que venho anunciar meu primeiro post no blog da Direct Performance, empresa aonde trabalho. Abordo e descrevo uma das metodologias utilizadas para análise de buzz: o Índice de Buzz. Clique aqui e leia o post na íntegra.

É uma sensação estranha, pois sempre estou acostumado a escrever em blogs, mas me senti inseguro escrevendo o post (e vocês provavelmente notaram que o tom do discurso é diferente do que normalmente escrevo aqui no Midializado). Isso se dá porque tinha em mente uma das grandes premissas ao lidar com a “cauda longa“: qual a segmentação do público que lê o blog? Com quem estou lidando? São pessoas já com um conhecimento prévio de métricas, metodologias em Web? Ou são leigos? Todas essas perguntas direcionam a criação de um post, não tem como fugir delas. Bom, mesmo com esse problema me encucando, acredito que a linguagem e o assunto abordados foram “entendíveis” para um público mais geral.

Acredito que a maior dificuldade para escrever sobre uma metodologia é você torná-la simplista para quem lê. Ao descrever um processo, as coisas sempre parecem tão fáceis não? É a “teoria dos tutoriais”: manuais descritivos sempre nos remetem ao passo-a-passo, ou seja, didático. Não podemos cair nessa quando se trata das metodologias, principalmente lidando com ciências humanas e, mais especificamente (no meu caso) com análise de Buzz.

No post, eu descrevo a metodologia chamada Índice de Buzz, que é um termômetro do buzz. Ele indica se o conteúdo do buzz tende para o negativo, neutro ou positivo, de acordo com os objetivos da análise. Parece simples, mas a forma como chegamos a esse resultado é extremamente complexa.

Primeiro, o que é um comentário negativo para você? Você pensa: xingamentos, alusões negativas, talvez ironia. Ok, mas é muito mais complicado do que você pensa. Digamos que quero fazer uma análise de buzz sobre o que dizem do Midializado. Faço uma rápida busca e encontro um tweet dizendo: “O Midializado tem bons posts, mas o design dele deixa a desejar“. E aí? É negativo? E que tal esse outro post: “O que é esse tal de Midializado?“. É negativo?

A resposta é: depende. Depende justamente dos objetivos da análise. Dizer que quero fazer uma análise do buzz em torno do blog Midializado não é um objetivo. Devemos ter indicadores claros para a análise. Buscar saber as opiniões sobre a qualidade dos posts é uma coisa. Buscar saber opiniões sobre o layout ou medir o alcance do blog, é outra.

O que quero dizer é que existem muitas variáveis nos discursos presentes no buzz e essas impactam na análise visando os objetivos. Frases compostas por elogios e críticas juntas é o caso mais complicado, além de tantas outras, como ironias e metáforas. Como mostrado em um dos exemplos acima, dúvidas em torno da marca podem ser negativas ou positivas. Negativo se há uma campanha de divulgação veiculando por aí sobre o blog e que o objetivo dela é mostrar clareza sobre o que se trata. Então, se alguém questiona algo que deveria ter sido passado no momento da divulgação, algo está errado.

Entretanto, casos positivos são justamente o contrário: quando não há divulgação oficial nenhuma e rola o boca-a-boca por aí. Despertar a curiosidade das pessoas, nesse caso, é extremamente positivo. Ou também quando a campanha visa justamente despertar a curiosidade das pessoas, como foi o caso da cerveja Devassa.

Enfim, essa é uma das complexidades que toda análise qualitativa possui. Lidar com produção de conteúdo vinda de seres humanos é algo fascinante justamente por isso.

Ah, confiram meu post também no blog Mídia na UPA, em que falo sobre o curso de Midialogia e algumas das minhas experiências.

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