Compressão de Imagens

Para quem mexe muito com fotografia, ilustrações ou mesmo qualquer outro tipo de arquivo gráfico no computador, provavelmente você já deve ter acabado de trabalhar em um arquivo e pensado: “Maravilha, que formato eu salvo agora?”


O formato de uma imagem varia de acordo com o uso que você vai dar pra ela. Como assim? Por exemplo, se seu arquivo for para impressão você não vai salvar um jpeg de 50kb. Na hora da impressão, a figura vai sair totalmente estragada. Da mesma forma, você não vai salvar o PDF do seu currículo com 5mb para enviar pela web, não é?

Compressão de imagens é um assunto que a princípio é um pouco chato, mas pode salvar vidas se você souber um pouco do assunto. Para este post, resolvi falar de três formatos que todo mundo conhece: JPEG, GIF e PDF.

Antes de tudo, uma sugestão que uso para meus trabalhos e arquivos no computador é sempre manter uma cópia do arquivo original (seja ele em photoshop, gimp, illustrator, corel, enfim…). Parece óbvio, mas já conheci gente que tratava uma foto no computador e jogava o arquivo original fora. Manter o arquivo original permite que você altere alguma coisa caso necessário e também garante que você sempre vai ter o arquivo com sua qualidade original.

Agora, você não vai enviar por e-mail uma foto no formato photoshop com 10mb não é? Por isso, aqui vão algumas informações sobre os formatos de compressão de imagem que listei acima.

1- JPEG ( Joint Photographic Expert Group)
Formato desenvolvido por fotógrafos, para permitir a troca de fotografias e imagens de tom contínuo pela internet através de qualquer sistema operacional. O formato JPEG não aceita transparências e causa uma enorme compressão no arquivo final. O ideal é que apenas o arquivo original seja salvo em JPEG, isso porque um arquivo JPEG perde informações toda vez em que é salvo.

2-GIF (Graphics Interchange Format)
Formato largamente utilizado na web, não causa perdas nem descarta detalhes da imagem, contudo ele possui a limitação de 256 cores. A vantagem do GIF é que ao contrário do JPEG, é possível salvar arquivos com transparência. Ainda, esse formato de imagem foi desenvolvido para consumir o mínimo de memória para armazenamento, edição e ainda para a troca rápida de dados via web.

3-PDF (Portable Document Format)
O formato PDF foi desenvolvido para a troca de dados e publicações eletrônicas. É apontado por alguns estudiosos como o arquivo padrão do futuro, isso porque além de manter a qualidade de imagens tanto vetoriais como bitmaps ele pode conter links e hipertextos. Ele é muito usado hoje em dia para impressão de arquivos em gráfica.

Claro que existem muitos outros formatos como PNG, EPS, TIFF, etc…
Na hora de salvar um arquivo, pense sempre: “Qual o destino desse arquivo?”. No caso da web, recomendo JPEG com qualidade de 60 ou 50%, pois o arquivo fica leve e de rápida visualização. Para impressão, recomendo um PDF ou um JPEG com mínima ou nenhuma compressão.

Ah, mas eu salvei um JPEG três vezes seguidas, e não vi nenhuma diferença na tela, e aí? Realmente, as diferenças são imperceptíveis, mas imagine salvar o mesmo JPEG, dez ou quinze vezes e depois imprimí-lo. Você se arrisca?

Caso você queira se aprofundar no assunto recomendo o livro “A imagem digital na editoração – Manipulação, conversão e fechamento de arquivos” de Nelson Martins, disponível na Editora Senac. É um livro muito interessante e muito didático. Recomendo.
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