Ainda dá para tirar mais coisas do Facebook – o botão “Curtir”

Em novembro do ano passado, fiz uma pequena análise do sistema de busca do Facebook em um post antigo. Hoje, após o lançamento do modelo Sponsored Stories (=ótima análise do Read Write Web, por sinal), surgiu novos insights, agora focados em modelos de monetização.


Mas antes, uma atualização: com o recente boom de sites de compras coletivas, o próprio Facebook está com planos de entrar na briga. Nesse ponto, um passo importante tinha sido dado com o Facebook Deals, que eu comentei nesse post


Bom, para quem estava com dúvidas se o Facebook iria vingar após o período “natural” de dois anos, parece que a língua começa a ser queimada (=dizem que tudo na web tem um ápice de, na média, dois anos). E agora, espertamente, o Sr. The Social Network começa a encontrar modelos de negócios cada vez mais promissores e rentáveis. Mas, será que ainda dá para explorar mais? Eu acredito que sim.


Certa vez, eu li um post do blog de Alex Primo, falando sobre o reflexo do botão “Curtir” no Facebook. Apesar de ele levar para o lado do sistema de busca, eu já pensei na forma como isso pode ser monetizado. E, após essa ação recentíssima da Heineken, que você precisa dar um “Curtir” na página para ver o aplicativo, a discussão voltou a se acender, principalmente em conversas com meus colegas de trabalho.


Como Alex Primo disse, o botão “Curtir” é mais do que apenas um botãozinho. É uma prova de que você aprovou o conteúdo. É praticamente um termômetro de ouro para uma empresa. Eu, que trabalho com análise de buzz, sei a magnitude desse tipo de informação para uma empresa. Imagine você, dono de uma empresa, saber o que seu consumidor mais gosta, vindo espontaneamente dele próprio.

Ok, acho que você pode ter uma idéia do que isso é capaz. Agora, pense isso para o Facebook. Digamos que eu sou uma empresa de venda de notebooks e quero anunciar no Facebook. Vejamos um possível diálogo:

Eu: Quero anunciar para um público entre 14 e 25 anos, de ambos os sexos.

Facebook: Podemos oferecer diferente: anunciar para um público que gosta de tecnologia. Assim não precisamos ficar presos em faixa etária.

Eu: Como?

Facebook: Através do botão “Curtir”, conseguimos saber quem gosta de tecnologia e até quem está interessado em comprar notebooks e, até mesmo, tablets. Se quiser, também podemos segmentar por marcas. Quem está interessado em comprar HP, Acer, MacBook ou até mesmo quem está com dúvidas. Nesse caso, sugerimos que você tenha um sistema de recomendação e personalização de venda.

Basicamente é: com esse botãozinho, o Facebook pode segmentar ao máximo seus anúncios. Se só dei “Curtir” para notícias de Social Media, poderiam me oferecer anúncios de assinatura em sites especializados, empregos na área, etc. Eu acho isso poderoso.

O grande lance seria reconhecer o conteúdo e separar em categorias. Grandes áreas, como  tecnologia, bem-estar, esportes, etc. é tranquilo. Agora, fazer separações dentro delas, já seria um desafio. Mas acho que seria um obstáculo que, se vencido, pode trazer grandes retornos.

Obs: vale lembrar que o esquema de Adwords do Google faz algo parecido, mas ele mesmo julga se o conteúdo foi ok para o usuário, através de diversas métricas próprias, o que eu acho que é menos preciso, obviamente, do que uma atitude direta do usuário.

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