Meus comentários e observações sobre o post “Como mensurar a si mesmo?”

Após ler esse excelente post do Thiago, veio-me muitas idéias e cruzamento de informações que gostaria de compartilhar por aqui.

A primeira delas é sobre a árvore de usos que esse self-tracking pode proporcionar. O livro “Numerati” de Stephen Baker, que eu considero um dos melhores livros que já li, tem um capítulo chamado Paciente, em que ele mostra quais os principais horizontes de pesquisa se tivermos como monitorar, a todo momento, nossa situação física. Mas o que é mais interessante no capítulo é como essas informações poderiam ser usadas na prevenção e na rápida ação. Exemplo: se algum diabético, com self-monitoring de seu nível de glicose, tiver um aumento na concentração desse elemento no sangue, uma dose de insulina é automaticamente injetada. Outro exemplo: após tomar determinado remédio para alguma doença, o self-monitoring avisa que está na hora de tomar outra dose. Ou senão avisar apenas que você está com pressão alta ou prestes a ter uma taquicardia. Uma ação legal desenvolvida pela Nike, chamada de Nike+ (ou Nike Plus), em que se monitora e registra sua atividade física no site da ação, compartilhando com seus amigos e estranhos, está dentro do assunto.

Tudo isso apenas falando de saúde. Assim como o Thiago citou, um controle sobre as finanças seria algo revolucionário. Imagine todos os pagamentos e ganhos de receita sendo computados automaticamente e colocados em um dashboard para você olhar. Com a Nota Fiscal Paulista, podemos ter uma noção do quanto gastamos sem precisar recorrer a nota fiscal em papel e a planilha de Excel. Mas é um controle bem rudimentar e que diz praticamente nada.

Penso que, com o avanço da idéia de internet das coisas, as tecnologias de self-tracking serão cada vez mais utilizadas. Imagine sua geladeira, equipado com um monitoramento de todo o controle de suprimentos, cruzando os dados com seu self-monitoring e lhe recomendando “você está com pouca glicose e sem nenhum alimento doce na geladeira. Gostaria de comprar, via delivery, um pacote de bolachas Passatempo no supermercado Extra por X reais? Será entregue em X horas.” Agora expanda isso para todos os objetos e cômodos de sua casa e tente imaginar o universo que se formaria.

Conforme eu postei nos comentários do post, já temos uma boa forma de registrar os lugares e o tempo que passamos neles com o Google Latitude. Ou seja, pouco a pouco estamos caminhando para essa nova fase de coleta de informações. E logo viveremos em um mundo bem parecido com o que o filme “Minority Report” nos mostrou!

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