Polaroid e os novos tempos

A tradicional marca Polaroid anunciou a criação do modelo SC1630, chamada de Smart Camera, que propõe ser uma câmera com recursos mobile (exemplo: com sistema Android). Não vou entrar nos méritos de qualidade, pois o MeioBit já fez isso (e eles tem muito mais competência) e sim no sentido maior desse movimento.

Fotos da Smart Camera da Polaroid. Fonte: MeioBit
Os analistas vêem como “reinvenção” da marca e eu concordo. Mas a questão é muito maior. Os tempos mudam e seguir a maré é obrigação dentro do mercado de comunicação. Quem não faz isso, tem duas opções: ou se foca na extrema cauda longa, trabalhando com nichos micro-segmentados (público “tradicionalista” ou “conservador”), ou fechar as portas e partir para outros mares.
E isso cai na questão do SOPA e PIPA. Veja uma história fictícia: um dono de padaria cria um tipo de pão (vamos chamar de pão A) que começa a ser um sucesso e é copiado pelas outras padarias, mas ele continua a ser lucrativo para ele. Até que, um dia, ele descobre que outra padaria criou outro tipo de pão (pão B) e que começa a fazer sucesso. Pouco a pouco, o pão A começa a cair em vendas e o pão B começa a ganhar mercado. O que o dono da padaria deve fazer?
1 – Buscar uma forma de competir (ou até se juntar) à esse modelo de pão B.
2 – Ver como fechar todas as padarias que produzem o pão B.
A questão na comunicação é justamente parecida com essa. Sendo assim, por que ir contra o movimento natural nessa era da convergência e do compartilhamento? A Polaroid e tantas outras marcas devem servir como exemplos de que se deve planejar como atuar nos novos tempos e não insistir em ir contra.
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