Novos formatos digitais reinventam o jornalismo, por Jacqueline Lafloufa

(esse artigo pertence a uma série de posts de convidados do blog e faz parte da divulgação do curso Mídias Sociais para Jornalistas do Atlas Media Lab)


Novos formatos digitais reinventam o jornalismo
A internet e os novos meios de produção de informação podem dar uma nova cara à profissão
Por Jacqueline Lafloufa
Toda crise é uma oportunidade disfarçada de momento de tensão. Assim também é com o jornalismo. A profissão, que tem passado por dificuldades como o questionamento da necessidade de um diploma, o aperto financeiro das publicações do impresso e a falta de modelos de negócios das iniciativas online, pode estar, na verdade, vivendo uma das mais importantes evoluções dos últimos tempos.
Isso porque o jornalista de hoje conta com uma infinidade de ferramentas que não existiam para os colegas das antigas, como a fácil produção de formatos multimídia de reportagem, que fogem de modelos engessados, limitados por quantidades de caracteres, tamanhos de página, ou qualidade de imagem.
Uma listinha do BuzzFeed pode ser tão informativa (ou mais!) que uma matéria do Jornal Nacional. Uma foto do Instagram pode ser um furo de reportagem e uma história não precisa mais ‘caber’ entre um anúncio e outro da página do impresso – o meio online dá a liberdade de escrever o quanto for necessário para criar uma história emocionante, que engaja ou que instiga. Nesse novo jornalismo pós-crise, o importante é ser relevante, e não seguir regras e modelinhos pré-estabelecidos.
No entanto, essa vantagem também exige do profissional um tanto de jogo de cintura. É preciso estar atento às novidades, conhecer as novas redes e saber habituar-se ao desconforto de não saber e de arriscar. Cada nova mídia ou rede social é uma descoberta e traz consigo a possibilidade de se transformar em um novo meio de divulgação de bom jornalismo.
Esse novo ambiente digital pode ser exatamente o que o jornalismo precisava para ressurgir com a devida importância. Não tenha medo! Apesar da situação do jornalismo parecer complicada, esse pode ser um dos momentos de ouro da história da profissão. No fundo do poço dos pessimistas há um ralo, por onde tudo se esvai, mas no dos otimistas há uma mola, que impulsiona para algo novo. O importante é aprender a lidar com o desconforto das novidades, e aprender como elas podem servir para reavivar a importância da curadoria de informação, que se tornou ainda mais crucial nessa nova era digital.
Sobre a autora:
Jacqueline Lafloufa é jornalista de tecnologia desde 2009, trabalhando com conteúdos para mídias digitais. Integrou por 4 anos a equipe de editores do Blue Bus, onde era responsável pela curadoria das editorias de tecnologia, publicidade, jornalismo, inovação e mídia. Colabora para o Tecnoblog com matérias especiais sobre inovação, tecnologia e negócios. É formada em literatura e pós-graduada em jornalismo científico pela Unicamp, sendo instrutora do curso de Mídias Sociais para Jornalistas no Atlas Media Lab.
Conheça nosso novo projeto:
www.atlasmedialab.com