Como começar no mercado de monitoramento e métricas?

A pergunta que mais me fazem é “como começar no mercado de monitoramento e métricas não tendo experiência?“. Então, esse post é dedicado para responder, sob meu ponto de vista, o que faria um profissional ficar atraente para uma empresa contratar.
Acho que tem duas coisas que atraem em um profissional: sua busca por conhecimento e seu portfólio de projetos. A questão aqui é como você consegue construir e exibir isso.

Busca por conhecimento

A primeira coisa que você pensou aqui é “fazer um monte de cursos”. Não é só isso, na realidade, para mim cursos podem não significar muita coisa se você não os aproveitou plenamente. Cursos não servem apenas para você ter no seu currículo e sim é uma oportunidade para você abrir sua cabeça para novas referências, novas formas de aprendizado e, principalmente, para novos projetos. Mas isso deixo para o próximo tópico.
Eu valorizo muito em um profissional quando vejo que ele está abastecido de boas referências. Se a pessoa me diz que lê o blog do Tarcízio, por exemplo, já ganha uns pontos. Obviamente você não vai colocar no currículo que lê blog x, site y, etc, mas é na entrevista que você diz como faz para se informar, como acompanha o mercado, etc. Se a pessoa me diz que acompanha o grupo Entusiastas – Monitoramento e Métricas, eu já dou uns pontos também.
O que acho legal também (e foi o que me deu meu primeiro emprego) foi o fato de ter um blog. Um blog é a chance de você mostrar o que você aprendeu e, consequentemente, seu interesse pela área. Se a pessoa me fala que tem um blog, mesmo que não seja da área, mas seja algo relacionado a algum hobby, etc. eu já fico surpreendido, pois mostra que a pessoa vai atrás do que quer aprender.
Blog você consegue colocar no currículo, mas mostrar suas referências é só na entrevista. Para chegar na entrevista, tem que impressionar no currículo e é aí que entra o segundo tópico.

Portfólio de projetos

Mas como vou ter um portfólio se não tenho experiência?“. Não precisa ser projetos em emprego e sim qualquer projeto que você tenha se envolvido ou criado. Sabe aquela análise de métricas que você fez para a página do seu amigo? Aquilo é um projeto. Sabe aquele estudo sobre cicloativismo que você ajudou a classificar menções? Aquilo também é um projeto. Tudo isso é currículo e não tem nada a ver com vínculo empregatício. Se você não tem oportunidade de participar dessas coisas, crie sua chance: se voluntarie em projetos sociais para analisar a fanpage, criar ideias, monitorar menções, responder usuários em social media, etc.
Nos trabalhos feitos em cursos, aproveite o momento para fazer projetos: leve com vontade e faça algo que valha a pena ser colocado em currículo. Tenho trabalhos da faculdade que eu me orgulhei tanto que estavam no meu currículo e enfatizava nas entrevistas.
O bom de participar de grupos do mercado no Facebook é que sempre surgem umas oportunidades de participar de projetos coletivos e isso é, além de um ponto a mais no currículo, uma grande experiência e oportunidade de trocar conhecimento com gente foda do mercado.
Resumo: se você fizer as duas coisas, ir atrás de informação, participar de projetos, criar coisas novas, etc. você vai estar na frente de 90% dos profissionais em seu mesmo nível. Então, o segredo é não ficar parado. Vá atrás, pergunte para os profissionais que já estão colocados no mercado, etc. que logo você vai estar empregado em algum lugar legal.
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