Minhas pesquisas sobre influenciadores em mídias sociais – parte 3 – microinfluenciadores

Continuando a série de posts (primeiro e segundo posts), agora falarei um pouco das minhas pesquisas sobre microinfluenciadores ou influenciadores em grupos.
É senso comum, ao abordar o assunto influenciadores, que pensemos que se trata de indivíduos com grande poder de propagação e influência em direcionar a opinião e ação dos usuários. Contudo, para quem está estudando um pouco mais a fundo sobre o assunto, vai perceber que o assunto influenciadores vai além disso.
Não necessariamente um influenciador tem que ter um grande poder de propagação. Na realidade, isso é detalhe. O que importa mesmo é que uma pessoa acredite e mude uma opinião ou atitude devido a um comentário ou recomendação de um influenciador. Isso é muito mais importante. O que geralmente ocorre é que, em perfis muito populares, muitas pessoas acabem seguindo uma opinião e tenhamos a impressão de que o perfil é bastante influente.
O resultado disso é que praticamente todas as pessoas que você conhece são influenciadores. Quando você precisa comprar um celular novo, você tem um leque de pessoas que pode consultar (e provavelmente vai seguir o conselho delas). Quando você precisa de conselho sobre financiamentos, idem. E não necessariamente essas pessoas são populares, mas sim porque são experts no assunto sob seu ponto de vista.
Aqui acaba sendo um desdobramento do conceito de Experts que o Malcolm Gladwell define em seu livro “O Ponto da Virada” (resenha aqui). Complementar ao senso comum de expert (ex: Dráuzio Varella é especialista em saúde e isso todo mundo reconhece), temos também o senso individual de expert, em que classificamos nossos contatos como experts em cada assunto, ou seja, os microinfluenciadores.
Mas como as marcas trabalhariam com microinfluenciadores? Muitos afirmam que é um trabalho de formiguinha, em que teria que ter um estudo e pesquisa dos perfis e traze-los próximos da marca. Contudo, o que é possível fazer com uma certa agilidade é mapear qual o perfil do influenciador de sua marca. E nisso você chega em um perfil de grupo de influenciadores.
Por exemplo: se você é uma marca de shampoo, um perfil de influenciador são as cabelereiras e cabelereiros. Elas que orientam a compra dos seus produtos para seus clientes.
Se você é uma marca de bebidas alcóolicas, seu perfil são os bartenders e garçons/garçonetes, que recomendam as bebidas para o público.
Repare que não necessariamente eles possuem grande alcance, mas sim possuem a expertise reconhecida para indicar sua marca.
E assim, fechamos a série de posts sobre influenciadores. Espero que tenha ajudado! Para mais detalhes, recomendo ler meu capítulo no e-book Monitoramento e Pesquisa em Mídias Sociais do IBPAD, em que detalho uma metodologia para análise de influenciadores.
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